Poemas Famosos

 A Dança/ Soneto XVII

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio

ou flecha de cravos que propagam o fogo:

amo-te como se amam certas coisas obscuras,

secretamente, entre a sombra e a alma. 


Te amo como a planta que não floresce e leva

dentro de si, oculta a luz daquelas flores, 

e graças a teu amor vive escuro em meu corpo

o  apertado aroma que ascendeu da terra.


Te amo sem saber como, nem quando, nem onde, 

te amo diretamente sem problemas nem orgulho:

assim te amo porque não sei amar de outra maneira, 


senão assim deste modo em que não sou nem és

tão perto que tua mão sobre meu peito é minha

tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Fly – quando a alma descobre que não foi feita para lutar sozinha

Ser livre (👈 click aqui)

O sonho repetitivo - reincarnação?