Meus Poemas
Não sei falar sobre o amor,
Embora o tenha tentado em meus poemas,
Porque o amor não é para ser falado,
O amor é para ser vivenciado.
Nunca tentei compreender o amor
Porque compreender o amor
É racionalizá-lo, é diminui-lo,
E amor não é assunto da razão,
É mistério sacro do coração.
O amor está na natureza
E em todo o seu colorido,
Encantando-nos a vista e a alma.
Entre o beija-flor que se enamora da flor
E esta, sem protestar entrega seu néctar.
Entre o vento que nos refresca a fronte
Sem nada cobrar... por amor!
Entre a nascente que escorre sua água
E alimenta os rios e seus afluentes.
Não, não dá para descrever o sentimento
Intenso e profundo que é o amor.
Por mais que os poemas que nos derretem
De amor tentem, não conseguem alcançar
a plenitude que há nesta emoção.
O amor não foi feito para se pensar nele,
Mas para que duas mãos no calor de um
Enlace pudessem descobri-lo.
Para que duas bocas, acelerando os corações,
Pudessem senti-lo.
Para que dois corpos, unidos num só,
Pudessem contemplá-lo e agradecê-lo
Por terem subido às portas dos céus
E beijado às faces rosadas dos anjos.
O amor assim se fez, e assim o é.
Para que se salvasse mesmo o mais
Irremediável entre os homens.
Para que se vivesse e morresse de amor.
Eu também vivo o meu amor
E é por isso que não o consigo expressar no papel -
à sua altura - pois sentimento tão sublime,
não há como mostrar em versos.
É como tentar ensinar a fé ou o milagre,
É como tentar ensinar alguém a acreditar em Deus!... e
Deus não se permite demonstrar, porque
Ele precisa aflorar na alma, de dentro para fora.
E sendo o amor, sentimento divino,
Não vem de fora para dentro de nós
Mas nasce de nós para o mundo.
Porque quem ama, não sabe por que ama
Não busca explicação na química ou fisiologia.
Quem ama, ama o amor e sua sensação:
Quem ama, sente-se superior, especial.
E por ser mágico, o amor nos proporciona
O prazer indescritível de estar pleno e uno
com Deus e o universo.

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