A culpa é do meu EU lírico.

 



Estes versos tão tristes que brotam de mim,

Vem de um outro que habita, sem permissão,

A casa dos meus pensamentos e meu coração,

Ah, esta consternação dele parece não ter fim.

Está sempre a roubar flores no meu jardim.

Não sei dos seus valores, nem se é cristão,

Mas sei que um dia cansou-se de ser arlequim.

Meu eu lírico resolveu a todas dores dar vazão.

Com ele não há controvérsia, não faço confusão.

Deixo esvair de algum lugar na alma; de mim...

Tudo o que no peito não perdoa e nem é são,

Não vivo na eterna chuva e nem só de festim.


Tela e poesia by Daniele Dallavecchia


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